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Franzé quer instituir no Piauí o Dia de Sensibilização à Perda Gestacional

Da série, leis inúteis que são apresentadas no Piauí.

15/10/2019 17h23Atualizado há 1 mês
Por: Redação
Fonte: ALEPI

O deputado estadual Franzé Silva (PT) quer instituir no Piauí o Dia Estadual de Sensibilização à Perda Gestacional e Neonatal, já vivenciado em outros países e em algumas cidades brasileiras. O projeto será apresentado nesta terça-feira (15), no Plenário da Assembleia Legislativa.

Em 1988, nos Estados Unidos, a data foi lembrada pela primeira vez como forma de sensibilizar a população daquele país sobre a necessidade de atendimento à mulher que tem a gravidez interrompida. Em 2002, o grupo de pessoas cresceu e o tema ganhou maior notoriedade em todo território americano. No Brasil, a data já é lembrada em alguns estados, como São Paulo.

Apesar de pouco divulgada, uma parcela significativa da população sofre com a perda gestacional. Não há dados oficiais sobre o caso, mas especialistas apontam que cerca de 20% das mulheres tem a gravidez interrompida até 12ª semana. Até a 22ª semana, quando interrompida, é denominada perda gestacional precoce e após esse período é considerada perda gestacional tardia. Além disso, mulheres que perdem o filho após o 28º dia de nascimento caracterizam-se como  perda neonatal e necessitam do mesmo nível de atenção.

Em Teresina, apesar da ausência de uma legislação específica que trata sobre o assunto, existem grupos que atuam na divulgação desse tema com o objetivo de acolher as mães e sensibilizar a população. É o caso do grupo “Mães de Anjo Reviver” que atua na capital desde 2015 e trabalha para a mudança de comportamento da sociedade frente à situação. Para a idealizadora do grupo, Lucélia Rocha, é preciso quebrar tabus.

“O dia 15 de outubro é uma data que serve para promover uma maior conscientização sobre a morte de bebês e crianças. A sociedade precisa reconhecer essas mulheres como mães que geraram e ainda passam um tempo gerando o filho. Além disso é preciso que exista uma humanização no luto. É preciso haver mudança no atendimento para esse tipo de situação e a sociedade precisa repensar em certas frases que, até então, podem não ser inofensivas, mas machucam” explica.

Uma das intenções da futura lei é promover a disseminação de informações na população para que haja uma maior conscientização sobre o assunto. Palestras e oficinas são instrumentos que ajudarão nesse processo. A nova lei pretende também lutar pelo respeito ao luto, dar voz às famílias e modificar o atendimento, tanto na rede pública como privada, para mães que passam pela perda.

O autor do projeto busca com a nova lei promover uma mudança de cultura na população do estado sobre o assunto. Para ele, é um passo significativo para muitas famílias. “É uma oportunidade para pais e mães recordarem a memória de seus filhos, e para estimular a conscientização sobre o impacto que a perda de um filho causa a uma família. É uma oportunidade também de alertar as maternidades que ainda não estão preparadas para lidar com o problema que causa tanto sofrimento aos pais e, principalmente, aprender a respeitar o luto materno” conclui o parlamentar.

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