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Gilmar Mendes autoriza investigação contra Ciro por doação via ‘caixa 2’ do grupo J&F

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o senador não tem preocupação com a investigação e que a abertura do inquérito já era esperada após as delações.

21/08/2019 15h40
Por: Redação
Fonte: Encarando

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa terça-feira (20) a abertura de inquérito para investigar se o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu valores para a campanha eleitoral do grupo J&F por meio de caixa dois, sem declarar à Justiça Eleitoral.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o senador não tem preocupação com a investigação e que a abertura do inquérito já era esperada após as delações.

“O despacho do Gilmar determinando o inquérito é esperado e normal. Toda vez que há delação, e MP se manifesta pela necessidade de investigar, ao ministro resta fazer exatamente isso, não há novidade nesse despacho. O senador não tem preocupação com o mérito da delação, a gente conhece hoje o destino das delações. Esse inquérito será enfrentado com tranquilidade”, disse.

A decisão do ministro atende um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) em razão das delações premiadas de Joesley Batista e Wesley Batista, donos da J&F, além de funcionários do grupo- Ricardo Saud, Francisco de Assis e Silva, Florisvaldo Caetano de Oliveira, Valdir Aparecido Boni e Demilton Antônio de Castro.

Segundo as delações, foram realizadas doações “por fora”, sem registro, para a campanha de 2014.

A forma como foram feitos os repasses, disseram os delatores, buscou “evitar retaliações ou dificuldades para as empresas” e “garantir a boa vontade e facilidade de contatos para futuros pleitos empresariais”.

“Considerando a necessidade de apuração dos fatos mencionados nos acordos de colaboração premiada, bem como a natureza jurídica de meio de obtenção de prova desses acordos, defiro o pedido de instauração das investigações”, decidiu o ministro Gilmar Mendes.

O ministro deu prazo de 60 dias para Procuradoria e Polícia Federal realizarem as investigações.

Delações questionadas

Os acordos de colaboração firmados por Joesley, Wesley, Saud e Francisco de Assis foram questionadas pela PGR, que pediu ao Supremo a anulação dos acordos.

O argumento da Procuradoria foi que os executivos tiveram orientação do ex-procurador da República Marcelo Miller quando ele ainda atuava no MP, antes de se aposentar.

Miller e Joesley são réus em ação que apura vantagem indevida de R$ 700 mil oferecida ao ex-procurador para que ajudasse o grupo J&F a obter informações para fechar a delação premiada.

Gilmar Mendes é um dos principais críticos das delações da J&F, e já afirmou publicamente, durante sessão do Supremo, que os acordos foram uma “trapalhada” da Procuradoria.

O relator da Lava Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin, já pediu data para julgamento da validade das delações, mas ainda não há previsão de data para análise pelo plenário.

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