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Trânsito-Teresina

44,8% das vítimas fatais em acidentes de trânsito em Teresina são idosos

Dados do Programa Vida no Trânsito alertam ainda para o crescimento dos acidentes envolvendo pedestres na Capital

Sebastião Silva Neto

Sebastião Silva NetoJornalista e Repórter Fotográfico correspondente na cidade de Piripiri e Região.

09/08/2019 16h14Atualizado há 2 meses
Por: Sebastião Silva Neto-Jornalista-MTE/DRT-0002001/PI
Fonte: Com informações: Jornal ODIA
Idosos e crianças devem estar sempre acompanhados ao andar por vias públicas - Foto: Elias Fontinele/O Dia
Idosos e crianças devem estar sempre acompanhados ao andar por vias públicas - Foto: Elias Fontinele/O Dia

Um levantamento do Programa Vida no Trânsito (PVT) mostra que os acidentes com pedestres têm crescido em Teresina. Segundo os dados, a faixa etária que mais sofre acidentes fatais é das pessoas com 60 anos ou mais (44,8%); os homens representam 72,4% das vítimas e o período da noite concentra a ocorrência de 41,4% dos casos. 

O Programa também aponta que, em 2018, ocorreram 164 acidentes graves e 29 mortes. Os números superam os registros do ano anterior, em 2017, quando foram registradas 21 mortes e 153 acidentes graves. 

E em meio à violência no trânsito, o pedestre é o público mais vulnerável, ainda que o Código do Trânsito Brasileiro (CTB) recomende que os caminhões e ônibus devem proteger os automóveis e as motocicletas e esses dois devem proteger os pedestres 

“A gente busca divulgar a coletividade e a dinamicidade que é o trânsito no mundo inteiro. A própria legislação de trânsito diz que devemos proteger o pedestre. Existem algumas regras que minimizam os acidentes e temos que ter em mente que todos nós somos pedestres, a partir do momento que você estaciona o carro, você também tem que se locomover até o local desejado”, lembra o agente de trânsito da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsitos (Strans), Denis Lima. 

Pedestres também devem seguir regras 

Ser pedestre é estar vulnerável a acidentes e à falta de respeito dos motoristas; por isso, o cidadão deve ter consciência de suas limitações e responsabilidades ao sair de casa. Samyra Mota, gerente de Educação no Trânsito da Strans, ressalta que as pessoas que andam na rua também devem seguir regras. “Em relação aos pedestres, a gente chama atenção de como transitar, por exemplo, não utilize celular quando tiver caminhando pelas calçadas e ruas, preste atenção na travessia se houver faixa. E lembrando que pedestre não deve ingerir bebida alcoólica quando vai transitar, pois é muito perigoso”, ressalta. 

Além disso, existem os riscos em relação aos idosos e crianças que devem estar sempre acompanhados ao andar por vias públicas. “As principais vítimas no trânsito são os idosos porque têm mobilidade, atenção, audição e visão reduzidas; são vários fatores que os levam a se tornarem mais frágeis. Assim como as crianças perto de escolas e creches, onde é preciso passar devagar, pois ela não percebe o perigo e os condutores têm que agir na base da prevenção, olhando tudo ao redor”, pontua a educadora. 

Outras ações que colocam em risco a integridade física dos pedestres são estacionamentos e paradas irregulares dos motoristas, como descreve o agente de trânsito Denis Lima: “temos como exemplo, o estacionamento no passeio, que obriga o pedestre a seguir pelas vias públicas e disputar espaço com veículos; o desrespeito à faixa de pedestres, com o estacionamento e a parada em cima da faixa ou quando o cidadão está atravessando e o motorista não aguarda a pessoa completar a travessia”, conta.

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