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INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil de Amarante indicia suspeitos de incêndio ao canavial da Cachaça Lira

O incêndio, ocorrido há menos de 1 ano, teve grandes proporções causando prejuízos diversos à produção da cachaça. Além do canavial destruído, segundo informações do empresário Haroldo Lira, dez famílias ficaram desempregadas.

04/07/2019 18h48
Por: Direto da Redação
Fonte: Somos Notícia

A Polícia Civil de Amarante concluiu nesta quinta-feira(4) a investigação do incêndio ao canavial da Cachaça Lira. Segundo o delegado Otony Nogueira Neto – que esteve à frente da investigação, os resultados apontam para ação humana com dolo em razão da intenção de provocar a queimada.

O serviço de inteligência da polícia, além de descobrir onde o foco do incêndio começou, já indiciou três pessoas pelo incêndio, um dos maiores já registrados na história do canavial.

Em poder do relatório de perícia de incêndio, o delegado confirma que a inexistência de uma testemunha ocular não foi empecilho para a investigação.

“Havia uma carência de testemunha ocular, mas isso não foi empecilho para indiciar as pessoas. Com imagens aéreas de drone, a gente teve uma real noção de amplitude da devastação”, disse o delegado Otony.

Segundo ele, o dolo se caracteriza pela intenção de provocar a queimada, mesmo sem a noção da amplitude que teria o incêndio. Os envolvidos deverão responder também pela morte de animais silvestres.

O incêndio, ocorrido há menos de 1 ano, teve grandes proporções causando prejuízos diversos à produção da cachaça. Além do canavial destruído, segundo informações do empresário Haroldo Lira, dez famílias ficaram desempregadas.

Concluído o inquérito pela Polícia Civil, o caso deve ser denunciado pelo Ministério Público. Ainda conforme a investigação, o delegado afirmou que o fogo teve início nas proximidades do Sindicado dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte), tendo avançado para o canavial.

Participaram da elaboração do relatório de perícia de incêndio o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil de Amarante e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar). De acordo com a Polícia Civil, o inquérito deverá ser entregue ainda nesta quinta-feira à Justiça para apreciação do Ministério Público.

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