Polícia

Lava Jato começa o ano correndo risco de desmonte

Por Fenelon Rocha

A Operação Lava Jato conseguiu alguns feitos inimagináveis há pouco mais de três anos. Colocou figurões políticos na cadeia e botou entre as grandes estrelas do empresariado. No resumo da Operação, esse é seu principal feito. E também o ponto que a deixa mais vulnerável.

Usando recursos novos na Justiça brasileira – em especial o instituto da colaboração premiada –, a Lava Jato desnudou esquemas de corrupção gigantescos, que sugaram centenas de bilhões de Reais dos cofres públicos para contas particulares. As investigações mostraram que os esquemas corruptos estavam em todos os partidos e em todos os níveis da esfera de Poder. Também revelou um grupo de príncipes do empresariado, aqueles com trânsito livre nos governos e cheques sempre pontos para retribuir a benevolência dos governantes.

Cortesia com o chapéu alheio, é claro. No caso, o chapéu do digníssimo contribuinte.

Mostrar escândalo tão grande foi um feito inimaginável. Apenas para ficar no óbvio: alguém imaginaria Aécio Neves se derretendo como homem público no rastro das evidências da Lava Jato? Ou imaginaria Lula sendo condenado na acusação de recebimento de propina. A lista não para nos dois: chega a duas centenas de políticos, a partir do relado de empresários como Marcelo Odebrecht, outro que ninguém imaginaria um dia sequer na cadeia, quanto mais dois anos e meio.

Mas é o alcance da Lava Jato que a leva para o desmonte. Não que ela tenha espalhado brasa, chegando onde não deveria. Na verdade ela chegou tão longe porque os esquemas eram extensos demais. E agora um batalhão de envolvidos (ou temerosos de serem envolvidos) cuidam de dar o tiro de misericórdia na Operação.

O que não falta – no Legislativo, no Executivo e até no Judiciário – é gente disposta a apertar o gatilho. Os caminhos são diversos, para chegar no mesmo destino: acabar a Lava Jato. Há ideias de revisão de decisões anteriores no âmbito do Judiciário; há propostas de leis que, no final das contas, vão proteger envolvidos; e há gente disposta a culpar a Lava Jato, por exemplo, pelos males do Rio de Janeiro – como se a roubalheira no Rio existisse por conta da Lava Jato, e não o contrário.

Seja como for, a Lava Jato parece ter horizonte curto. Resta saber se a Operação vai ter suas descobertas e decisões (condenações) também sob a mira de tantos atiradores dispostos a dar tanto o primeiro quanto o último disparo.

Fonte: Cidade Verde

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Moisés Pontes

Moisés Pontes atualmente é estudante de enfermagem pela Faculdade FAMEP. Iniciou sua carreira profissional como colunista jornalístico em 2013 no site de notícias local Amarante Net a convite do atual prefeito Luiz Neto (PSD). Em 2014, recebeu o convite para assumir no Portal JN (Teresina) a coluna Informe Amarante com notícias do município e região.

Atualmente também presta serviços como assessor de imprensa político e colaborador da AD Publicidade de Teresina. A convite da deputada e secretária de infraestrutura, Janaínna Marques, Moises recebeu a presidência do PTB Jovem Amarante tornando-se adjunto ao atual presidente Dr. Ítalo Queiroz (PTB Amarante).

Trabalhou em 2015 como TARM-Técnico Telefonista Auxiliar de Regulação Médica do SAMU Amarante.

Sobre sua paixão por jornalismo, Moisés Pontes foi orientado e instruído pelo jornalista, advogado, professor e historiador cultural Virgílio Queiroz, ator do filme Aí Que Vida de Cícero Filho. Moisés Pontes tem como meta no futuro próximo, criar um site e assessoria de mídias e notícias em saúde devido sua paixão por enfermagem e jornalismo.

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