Polícia

Diretora de escola sofre socos e puxões de aluna ao cobrar fardamento no PI

A diretora da Unidade Escolar Firmina Sobreira, na zona Norte de Teresina,  Marilena Maria Teixeira Silva, foi gravemente agredida por uma aluna de 16 anos. A estudante cursa o 8º ano e teria se irritado porque a direção da escola cobrou que ela não viesse mais de calça jeans e usasse o fardamento completo. A diretora procurou a delegacia do menor infrator e deve fazer exame de corpo de delito no IML ainda hoje.

Bastante abalada, a diretora teve um ferimento na testa, sofreu puxões de cabelos, socos e quase teve um brinco arrancado da orelha.

“Saí de sala em sala orientando que os alunos tinham que usar o fardamento completo. Hoje era dia de prova no Ensino Fundamental e havia alguns alunos de calça jeans. Para não prejudicar ninguém, autorizei que hoje eles poderiam fazer as provas, mas amanhã só entrariam se tivessem com o fardamento completo. De repente, fui surpreendida por essa aluna em um dos corredores. Ela me bateu muito, me chamou de vagabunda. Se tivesse armada teria me matado. Tô com muito medo”, disse Marilena Teixeira.

A agressão ocorreu por volta de 9h, desta quarta-feira (06). Uma professora de Matemática socorreu a diretora após ouvir os gritos de socorro.

Um vídeo gravado por alunos mostra a aluna xingando a diretora. 

A estudante suspeita da agressão foi encaminhada para a secretaria da escola. Equipes da Seduc e Polícia Militar foram ao local e avaliam qual encaminhamento será dado ao caso.

Os pais da adolescente foram chamados. Há algum tempo, os responsáveis pela garota apresentaram um laudo médico que atesta que ela sofreria de depressão.

A diretora ainda chora muito ao relembrar das agressões e de que foi ameaçada de morte.  Mesmo diante da gravidade do caso, Marilena diz que “jamais vai deixar de acreditar na Educação”.

“Tenho 20 anos de magistério e há cinco sou diretora desta escola. Não sei ainda o que vou fazer. Mesmo assim, acredito que a Educação salva”, disse em lágrimas a diretora que fará exame de corpo de delito.

Um gerente regional de Educação informou que o caso está sendo acompanhado por psicólogos e assistentes sociais. O resultado da apuração será enviado ao Conselho Escolar para dar encaminhamento a garota. Ele, que preferiu não se identificar, reforça que a adolescente tem um laudo que atesta a depressão e é necessário saber se ela estava sendo devidamente acompanhada por psicológos.

Essa é a terceiro caso em menos de uma semana, em que educadores são agredidos em escolas de Teresina. Na sexta-feira, um professor foi esfaqueado por repreender uma aluna que estava colando. Na segunda-feira, outro docente sofreu coronhadas de bandidos durante um assalto dentro da sala de aula.

Fonte: Cidade Verde

 

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