Piauí Polícia

Caso Camilla Abreu: falta do corpo não vai atrapalhar indicação do suspeito

Após confirmar que a estudante de Direito Camilla Abreu foi morta, o delegado Francisco Baretta, coordenador da Delegacia de Homicídios, disse em entrevista que está perto da conclusão das investigações e que o fato do corpo ainda não ter sido achado, não atrapalha na indicação da autoria.

“Posso garantir que nós estamos próximos da conclusão da investigação criminal que elucida por inteiro a morte, assassinato na Camilla. O corpo estamos diligenciando, pois recebemos informações, já temos o crime estampado, de homicídio, o crime de ocultação de cadáver, se não encontrarmos o corpo, evidentemente que vai estampar a destruição do cadáver, o criminoso que for o autor material desse delito, se a coisa está feia pra ele, vai ficar ainda muito mais feia”, disse.

Delegacia de Homicídios apura o caso
Delegacia de Homicídios apura o caso     Foto: Maelson Ventura

CASO DO GOLEIRO BRUNO
O delegado afirmou que caso o corpo não seja encontrado, vai estar evidenciado o crime de destruição de cadáver, já que as provas mostram a prática do crime, como no caso da morte de Eliza Samúdio, onde o copo nunca foi encontrado e mesmo assim o goleiro Bruno foi condenado

“Não prejudica em nada. Se um criminoso praticar um crime de homicídio e resolve destruir o cadáver, ninguém encontra, era muito bom pra ele, mas nós temos no acervo jurídico do Brasil, não só o caso do goleiro Bruno, temos vários outros casos, inclusive um caso emblemático em Minas Gerais, onde um engenheiro da antiga Telemar matou a companheira e recorreu até o Supremo, foi ao tribunal do juri, condenado a pena máxima. Já temos assentado nos mananciais jurídicos. Era muito bom pra ele, se matar, destruir o cadáver e ficar por isso mesmo, mas quem estiver pensando assim, está pensando errado, pois vai responder por mais um crime, vai ter um concurso de crimes: homicídio, ocultação de cadáver e destruição de cadáver”, concluiu o delegado Baretta.

Delegado Baretta
Delegado Baretta 

ADVOGADO DE POLICIAL PROCUROU DELEGADO
O coordenador da Delegacia de Homicídios disse ainda que foi procurado pelo advogado do policial  Allisson Wattson, Chagas Bisneto, que queria conversar com ele e apresentar o capitão à polícia. “Eu disse pra ele que nós estávamos fazendo a investigação e  que no momento oportuno nós íamos solicitar, se for o caso, a Corregedoria da Polícia Militar para apresentação dele, ou as diligências que forem necessárias”.

Fonte: 180graus

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