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STF afasta Aécio do mandato e PGR encaminha pedido de prisão

A Procuradoria-Geral da República pediu a prisão do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves. O pedido do procurador Rodrigo Janot foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que entendeu ser esta uma decisão que cabe a plenário da Corte.

Contudo, Fachin determinou o afastamento do tucano do mandato de Senador da República.

Segundo divulgado pelo jornal O Globo na noite de ontem, Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono da JBS, para quem teria pedido ajuda para pagar defesa na Lava Jato.

A informação seria parte da delação feita pelo empresário, que também aponta Loures por supostamente ter favorecido a JBS a pedido do presidente Michel Temer.

Nesta manhã o senador tucano é alvo de operação da Polícia Federal, em desdobramento da Lava Jato. São cumpridos mandados de busca e apreensão em seu apartamento no Rio de Janeiro e também no gabinete do senador no Congresso Nacional.

 

 

Pedidos de impeachment de Michel Temer


Dois pedidos de impeachment do presidente Michel Temer foram protocolados na Câmara de Deputados na noite desta segunda-feira (17/05). Os documentos acusam o peemedebista de crime de responsabilidade com base em uma gravação que teria sido feita pelo empresário Joesly Batista, dono da JBS, onde Temer teria dado aval para “comprar o silêncio” de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara de Deputados.

O primeiro pedido foi protocolado pelo deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) e pelo terceiro-secretário da Câmara, deputado João Henrique Caldas (PSB-AL). Ambos são baseados na denuncia feita pelo jornal O Globo, divulgada por volta de 19h30 desta quinta.

Molon argumenta que “a espinha dorsal do governo foi quebrada” e que o “governo acabou”. Diz ainda que “torna-se evidente que o presidente praticou conduto que se enquadra nos tipos mencionados [além de crime de responsabilidade, crime contra a probidade na administração], o que torna inevitável o recebimento da presente denúncia”.

Os pedidos serão analisados por Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que dirá se o processo ou não terá seguimento. As for autorizado, o pedido será discutido em uma comissão especial, para ir a plenário.

– Foto: Marcos Corrêa/PR33891491793_9974c5a52a_z.jpg

Este não é o primeiro pedido de impeachment contra Temer que chega à Casa. Sem a instalação da comissão especial, o pedido do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal aguarda andamento.

Sobre a delação
No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em áudio, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Batista, conforme a reportagem, firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há confirmação de que a delação do empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer divulga nota
A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. A nota diz que o presidente “não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.”

De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. “Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República”.

*Com informações de Agência Brasil

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